Maria Judite da Silva Ballerio Guajajara (Kari Guajajara), indígena pertencente ao povo Guajajara, autodenominado Tentehar, da Aldeia Ypaw My`ym da Terra Indígena Araribóia, localizada no Sul do Maranhão. Advogada, alfabetizada na própria comunidade e formada pela Universidade Federal do Maranhão-UFMA. Mestra em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília - UNB. Possui vasta experiência no serviço público, na defesa dos direitos humanos e dos direitos dos povos indígenas. Atuosa como Secretária Adjunta de Estado da Mulher do Maranhão. Trabalhou como assessora parlamentar da primeira deputada indígena do Brasil, Joênia Wapichana. Coordenou a Assessoria Jurídica da COIAB, da COAPIMA, a Rede de Advogados e Advogadas Indígenas da Amazônia e a Clínica de Direitos Indígenas da Amazônia.
Membro do OPI - Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Contato Recente.
Ganhadora do Prêmio Innovare (Supremo Tribunal Federal) em 2023, na categoria Advocacia, com o projeto de acesso à justiça para povos indígenas isolados.
Recebeu o Prêmio Global de Líderes Anti-Racismo do Departamento de Estado dos Estados Unidos em agosto de 2023.
Atualmente, defendida no Indian Law Resource Center.
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Maria Judite da Silva Ballerio Guajajara (Kari Guajajara) atua como advogada no Centro de Recursos Jurídicos Indígenas. Kari é uma mulher indígena do povo Guajajara — que se autodenomina Tentehar — da aldeia Ypaw My`ym, no Território Indígena Araribóia, localizado no sul do Maranhão. Ela possui vasta experiência em serviço público, na defesa dos direitos humanos e dos direitos dos povos indígenas. Anteriormente, atuou como Subsecretária de Estado para Assuntos da Mulher no Maranhão. Trabalhou como assessora parlamentar da primeira congressista indígena do Brasil, Joênia Wapichana. Coordenou o Escritório de Assessoria Jurídica da COIAB, da COAPIMA, da Rede de Advogados Indígenas da Amazônia e da Clínica de Direitos Indígenas da Amazônia. Ela também é membro do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e Recém-Contatados (OPI), vencedora do Prêmio Innovare (Suprema Corte Federal) em 2023, na categoria Advocacia, por seu projeto sobre acesso à justiça para povos indígenas isolados, e recebeu o Prêmio de Líderes Globais Antirracismo do Departamento de Estado dos EUA em agosto de 2023.
Ela é advogada, aprendeu a ler e escrever em sua própria comunidade e se formou na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Possui mestrado em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (UNB).