Os bancos multilaterais de desenvolvimento (BMDs) e alguns bancos nacionais de desenvolvimento desempenham um papel central na aprovação de projetos de desenvolvimento em larga escala, como barragens e iniciativas florestais, que têm tido efeitos devastadores sobre os povos indígenas e outras comunidades locais. O Centro trabalha para garantir que essas instituições financeiras respeitem o meio ambiente e os direitos humanos dos povos indígenas em todas as suas atividades de desenvolvimento.
Por essa razão, o Centro trabalha para desenvolver um direito internacional vinculativo que responsabilize os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) pelos seus impactos nos direitos humanos. Também defendemos a reforma das políticas nos BMDs – instando-os a adotar uma abordagem de desenvolvimento baseada nos direitos humanos – para promover a concretização dos direitos humanos dos povos indígenas como estratégia de desenvolvimento e para alinhar as suas políticas e atividades com as normas internacionais de direitos humanos. O Centro interage com os funcionários e a administração dos BMDs para transmitir as preocupações dos povos indígenas; informa os líderes indígenas sobre desenvolvimentos políticos críticos; presta assistência jurídica e formação às comunidades e organizações indígenas para que possam proteger os seus ambientes e comunidades de projetos de desenvolvimento prejudiciais; e incentiva um maior envolvimento das Nações Unidas na monitorização das atividades dos BMDs.
O Centro também está explorando maneiras de fazer com que os bancos nacionais de desenvolvimento, como o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BDE), cumpram as obrigações internacionais do Brasil em matéria de direitos humanos decorrentes de tratados ratificados e do direito consuetudinário, e desenvolvam políticas para prevenir adequadamente danos ao meio ambiente e aos direitos humanos dos povos indígenas.