Aumentar a visibilidade internacional dos líderes com quem o Centro trabalha é uma das maneiras mais eficazes de proteger seus direitos humanos e garantir sua segurança. Por essa razão, o Centro tem tomado diversas medidas para chamar a atenção internacional para o caso do Lote 9 de Agua Caliente e para proteger a vida dos líderes e especialistas dedicados que arriscam suas vidas para defender os direitos territoriais da comunidade de Agua Caliente.
O interesse estrangeiro nas terras e recursos de Agua Caliente levou a diversos atos de intimidação e violência. Embora o processo judicial continue em andamento, as vidas de Carlos Pop, nosso advogado local para Agua Caliente, e de Don Rodrigo Tot, líder comunitário de Agua Caliente, bem como de seus familiares, permanecem sob grave ameaça. O filho mais velho de Don Rodrigo, Edwin Tot, foi assassinado em outubro de 2012, em represália à oposição de seu pai às atividades de mineração nas terras de Agua Caliente. Seu filho mais novo sobreviveu a um ataque no mesmo dia. A abrangência desses atos de intimidação levou o Centro a solicitar e obter medidas preventivas para proteger a vida dos líderes comunitários, especialistas jurídicos e familiares que estão atualmente em risco.
Os esforços de defesa do Centro incluíram comunicados de imprensa, cartas de apelo, workshops e a produção e disseminação de materiais informativos. Pouco depois da decisão do Tribunal Constitucional da Guatemala a favor de Agua Caliente, o Centro divulgou uma declaração condenando a falta de cumprimento da decisão por parte do governo. Além disso, o Centro liderou uma campanha para obter apoio de figuras públicas, incluindo o ex-secretário de Estado John Kerry. O Centro também lançou uma campanha radiofônica na Guatemala para conscientizar as comunidades locais sobre a importância e o caráter histórico do caso. Em março de 2013, o Centro apoiou uma delegação de líderes indígenas e advogados guatemaltecos em viagem a Washington, D.C., e facilitou reuniões com autoridades do governo dos EUA, organizações da sociedade civil e com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.