|
|
BARRAGENS, RODOVIAS, DESMATAMENTO:
A IIRSA propõe uma série de mais de 335 projetos — incluindo 40 megaprojetos — que levarão barragens, construção de rodovias, dragagem em larga escala, agricultura em grande escala, desmatamento e extração de recursos para a Bacia Amazônica, o Pantanal brasileiro e os principais rios da América do Sul. A iniciativa está sendo coordenada por 12 governos sul-americanos com o apoio financeiro de bancos multilaterais de desenvolvimento.
A Autoridade Nacional de Governos Indígenas (ONIC) (antiga Organização Nacional Indígena da Colômbia) patrocinou o Fórum para ouvir as sérias preocupações das nações indígenas que serão impactadas por esses projetos.
Mais de 400 pessoas participaram do fórum. Elas temem que os impactos ambientais e sociais sobre as terras e os povos indígenas sejam devastadores, pois historicamente esse tipo de projeto deslocou povos indígenas de suas terras ancestrais e os privou do uso ou dos benefícios de seus recursos naturais.
PROTEÇÃO DOS DIREITOS INDÍGENAS
A apresentação de Crippa focou no que as comunidades indígenas podem fazer em nível internacional em relação aos potenciais impactos da IIRSA. Ele destacou os mecanismos disponíveis que podem ser utilizados pelas comunidades indígenas afetadas por projetos para contestar a IIRSA.
Crippa recomendou a utilização do Sistema Interamericano de Direitos Humanos para prevenir e reparar violações de direitos humanos que possam ocorrer ou já tenham ocorrido em decorrência de projetos específicos relacionados à IIRSA.
Ele enfatizou a possibilidade de apresentar queixas ao mecanismo de inspeção interna do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sempre que houver financiamento do BID envolvido em um projeto específico. Esse mecanismo está disponível para comunidades indígenas afetadas por projetos sempre que houver não apenas a falta de implementação da Política Operacional do BID sobre Povos Indígenas, mas também danos ou impactos negativos consideráveis em detrimento dessas comunidades.
Crippa e outros funcionários do Centro continuarão a informar e a fornecer treinamento às comunidades indígenas sobre direitos humanos e coletivos, a fim de ajudá-las a proteger suas comunidades.
Para obter mais informações sobre o Fórum Latino-Americano, consulte o site da Organização Nacional Indígena da Colômbia : http://www.onic.org.co/
