indígenas estão constantemente envolvidos em uma luta para manter e proteger suas crenças tradicionais e culturais. Eles precisam ter acesso a locais sagrados e a permissão para praticar suas crenças espirituais em paz. Essas não são meramente questões culturais e espirituais, mas sim direitos humanos reconhecidos e protegidos pelo direito internacional. O Centro de Recursos Jurídicos Indígenas auxilia os povos indígenas na proteção desses direitos e desses locais sagrados.
Em 2009, a assessoria que prestamos à Tribo Quechan e sua equipe jurídica para ajudar a proteger seus locais sagrados de reivindicações de mineração de ouro gerou resultados positivos. Em junho daquele ano, o Tribunal do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) divulgou sua tão aguardada decisão na disputa sobre o ouro de Glamis contra os Estados Unidos. O tribunal internacional reconheceu as obrigações dos governos estaduais e locais de respeitar os direitos culturais indígenas. Esperamos que esse resultado abra caminho para uma maior participação de outros povos indígenas em disputas internacionais de direito econômico. Continuaremos a auxiliar a Nação Quechan conforme necessário.
Continuaremos nossos esforços para fornecer treinamento em comunicação e assistência às nações indígenas sobre a proteção de locais sagrados. Por exemplo, temos participado da campanha para proteger a santidade de Bear Butte — um local perto de Sturgis, Dakota do Sul, considerado sagrado por diversas tribos — da potencial destruição que poderia ser causada pela concessão de licenças para venda de bebidas alcoólicas e pela construção de grandes anfiteatros ao ar livre. Continuaremos a apoiar esse esforço, conforme solicitado pelas nações indígenas.